(Por José Nogueira, in Facebook, 01/04/2026, Revisão da Estátua)

Sinto uma vergonha profunda, visceral e incontornável por ser português neste momento. Uma vergonha que me queima por dentro quando vejo um indivíduo chamado Paulo Rangel — sim, aquele mesmo que já foi filmado na rua, cambaleante, em estado de completa bebedeira pública — ocupar o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros deste governo censurável e ter a cara de pau de declarar, com um desplante cínico e repugnante, que Portugal “tem de aceitar” a utilização da Base Aérea das Lajes pelos Estados Unidos… desde que esse uso “não sirva para atacar alvos civis”.
Como se fosse possível fazer uma guerra “limpinha”, como se as bombas americanas tivessem olhos e pudessem distinguir perfeitamente entre um quartel e uma sala de aula cheia de crianças. Como se essas palavras bonitas de papel pudessem apagar o sangue derramado.
Mas não ficou provado — e o mundo inteiro viu as imagens — que foram precisamente os bombardeamentos dos EUA, em coordenação com Israel, que reduziram a escola primária feminina Shajarah Tayyebeh, em Minab, a escombros no dia 28 de fevereiro de 2026?
Mais de 170 meninas, a grande maioria com idades entre os 7 e os 12 anos, foram assassinadas enquanto estudavam. Meninas pequenas, com mochilas, cadernos e sonhos que nunca mais vão realizar. Vidas inteiras apagadas num instante por “dano colateral”, por “inteligência falhada”, por essa hipocrisia nojenta que os poderosos usam para justificar o injustificável.
E o que faz o nosso ministro? Em vez de condenar com toda a força este crime hediondo, em vez de exigir responsabilidades, em vez de fechar a base aos agressores, ele sai em entrevistas a impor “condições” ridículas: “só alvos militares”, “proporcionalidade”, “retaliação defensiva”. Condições que não valem nada quando as crianças já estão mortas debaixo dos escombros. Condições que servem apenas para lavar a consciência suja de quem permite que o território português seja usado como trampolim para esta carnificina.
A própria ONU, através do secretário-geral António Guterres e dos seus especialistas, já denunciou esta guerra como ilegal. Uma violação clara da Carta das Nações Unidas. Um ato de agressão sem justificação legítima, sem autorização do Conselho de Segurança, sem ameaça iminente que o tornasse defensável. Uma guerra que já deixou milhares de mortos, entre os quais centenas de civis inocentes, e que continua a produzir sofrimento diário.
Mas Portugal, pequenino e subserviente, continua a oferecer as Lajes de bandeja, com um sorriso cínico e três condições de faz-de-conta. Isto é repugnante.
É repugnante ver o nosso país, com a sua história de povo que já sofreu invasões e ditaduras, agora cúmplice moral de quem mata crianças do outro lado do mundo.
É repugnante ver um ministro com um passado de excessos públicos a falar de “direito internacional” enquanto o sangue de meninas iranianas mancha, indiretamente, o nosso território.
É repugnante esta hipocrisia de quem diz “aceitamos, mas com condições”, como se isso absolvesse alguém da cumplicidade na morte de inocentes.
Tenho rancor. Um rancor profundo por estas vidas ceifadas tão cedo, por estas famílias destruídas, por estas meninas que nunca vão crescer, nunca vão amar, nunca vão ver o mundo além dos muros da escola que se transformou no seu túmulo.
Tenho rancor por Portugal se rebaixar a este ponto, por se deixar usar como peão numa guerra de impérios que não é nossa. Tenho rancor por vermos a nossa bandeira associada, ainda que indiretamente, a este banho de sangue.
Vergonha, raiva, nojo. É o que sinto quando ouço Rangel falar. E não peço desculpa por sentir isso. As crianças mortas em Minab merecem muito mais do que palavras bonitas e condições vazias. Merecem que alguém, algures, diga a verdade: foi um crime. E quem o facilita, mesmo com rodeios diplomáticos, carrega uma parte dessa culpa.

Um sujeito tão cobarde que só revelou a sua orientação sexual quando os pais morreram.
Dizem que o que as pessoas são na vida privada não afecta o que são na política. Claro que afecta.
Porque se na vida privada somos uns bandalhos, claro que na vida política seremos o mesmo.
Nunca passaria pela cabeça de um cobarde como este recusar a participação de Portugal numa guerra ilegal ou demitir se se o Governo o quisesse mandar continuar a dar a cara por tal barbaridade.
Este foi também o bandalho que disse que Portugal iria dar dinheiro ao buraco sem fundo da Ucrânia para adquirir geradores um dia depois da tempestade Kristin ter arrasado o centro do país.
Talvez por essa altura ainda a verdadeira dimensão do desastre não fosse totalmente conhecida mas já se sabia de certeza que teríamos dezenas de milhares de famílias no nosso país a precisar de apoio para geradores, já para não falar de algo tão básico como abastecimento de água potável.
E ali estava aquele choco a garantir que Portugal cumpriria os seus compromissos com a Ucrânia.
Depois disto já nada do que venha de tal sujeito nos devia surpreender mas sem dúvida nos deve envergonhar.
Que grande choco.
O meia-leca é tão alucinado, e ainda mais invertebrado, que até se arroga de ser ele (represendo o Estado Português) que verifica o cumprimento dos “critérios” acordados com os norte-americanos, pelos aviões e drones assassinos que pelas Lajes passam rumo à guerra no Médio Oriente.
Estas carolas direitolas não páram… e é com cada patego que enrolam, que até parecem cinco ou seis.
*representando o Estado Português
(vergonhosamente, diga-se de passagem)
Uma coisa que comentadeiros avençados e moços-de-recados merdiáticos se têm pudicamente abstido de referir é que, só até anteontem, as antiaéreas do Irão já tinham assassinado 17-dezassete-17 desses célebres drones assassinos (MQ-9 Reaper). Parece que, afinal, os benditos assassinos são um bocado a puxar para o coxo. E ninguém gosta de ser mensageiro de más notícias, principalmente quando isso pode influenciar a segurança e qualidade do poleiro do mensageiro. Quanto aos pobres assassinos, imagino os coitados a bater à porta do Céu (mais provavelmente do Inferno) e a bater com as trombas numa tabuleta a dizer “OVERBOOKED” (em americano, of course!).
Drones assassinos e outros brinquedos dos suínos:
https://x.com/EGYOSINT/status/2040208683221880981
R.I.P.
Senhor Camacho,
Custa assim tanto comentar os artigos em vez de comentar os comentários dos outros?
Conheci muita gente que foi emigrante na Alemanha. Fui lá muitas vezes.
Velhos alemães diziam que os americanos metiam medo, disparavam contra tudo o que mexia, bombardeavam impiedosamente.
Eles tinham pavor do que aquela gente faria quando conseguisse por botas em solo alemão.
E o medo foi bem justificado, execuções por tudo e por nada, mulheres jovens levadas como prisioneiras para o outro lado do Atlântico, violações em massa.
Na maior parte a força, noutros casos em troca de algo tão básico como um bocado de pão.
Gostes ou não, no caso da Alemanha não foi só fanatismo.
E para teu governo, muita gente na America compartilhava os valores dos nazis, a família dos negros enforcados em candeeiros muitas vezes apenas por olhar para uma mulher branca que o digam.
E e essa partilha de valores racistas e homicidas que fez aquela gente votar duas vezes em Trump.
E essa partilha de valores que criou a grande patranha e o grande sarilho em que os iranianos estão metidos.
Sem falar nos desgraçados que teem o azar de viver no quintal das traseiras daquela canalha pois que os bandalhos dizem que o sequestro de Maduro foi só o começo.
E a ser verdade algumas fotos que correm por aí, o desgraçado está a morrer para gaudio dos Venturas de todo o mundo.
Barbaridades destas preocupam me mais, dão me mais nojo, raiva e sentimento de impotência, que quaisquer opiniões a meu respeito.
Quando vi aquelas aspas a seguir ao comentário do Avelino Freitas vi logo que tinhas alguma coisa simpática para me dizer.
A sério, vai ver se o mar da choco que o ar do mar faz bem e tira o azedo.
Tenho o mesmo sentimento de nojo.
“A terraplanagem de cidades alemãs não fez os soldados desistir de lutar.
Pelo contrario, era preciso vencer tais animais. Por isso resistiram até não terem quase soldados.
Não foi só o fanatismo instalado pelo nazismo, foi o medo de viver sob o domínio de monstros.”
Estás cada vez mais “estranho”, musculado. Afinal os nazis lutavam até ao fim porque tinham pavor do que os soldados americanos lhes fariam se os aprisionassem? As coisas que a gente aprende contigo, benza-te Deus! Eu a pensar que os nazis corriam a entregar-se aos americanos com medo do que lhes aconteceria se os captores fossem russos, mas parece que me enganei! Eu a pensar que os nazis fugiram em massa para a América quando a guerra acabou e se tornaram americanos em massa, mas parece que sonhei! Ó atleta, os nazis rezavam para cair nas mãos dos americanos em vez dos soviéticos porque sabiam que estes, muito justamente, os fariam pagar pelas barbaridades que cometeram quando invadiram a URSS. A gente sabe que não gostas dos americanos, eu também não, a enorme maioria dos que aqui andam idem, mas essa ânsia de quereres parecer mais antiamericano e revolucionário do que toda a gente empurra-te para a asneira, pá! E, o que é pior, inquina e arrisca desacreditar as verdades que também dizes. Chateia-me, pá, porque não gosto de ver desacreditadas verdades que subscrevo.
Como se alguma vez nas suas guerras os estadunidenses e os israelitas se preocupassem em poupar civis.
Pelo contrario, em todas as suas guerras os civis são alvos prioritários.
Essa estratégia de tornar civis alvos prioritários visa causar terror.
Um terror que leve o inimigo a depor as armas, a render se, para não ver as suas mulheres e filhos assassinados.
Essa estratégia foi usada nas guerras Indias que visavam justamente exterminar a população nativa, continuou nas guerras que roubaram ao México metade do seu território, seguiu na Segunda Guerra Mundial onde as “fortalezas voadoras” terraplanaram as cidades alemãs.
No Vietname foram destruídas milhares de aldeias, os bebés assassinados, as mulheres brutalmente violadas e muitas vezes mortas. Três milhões de civis foram assim chacinados.
No Iraque foi dito curto e grosso que a ideia era causar “choque e pavor”.
Famílias inteiras encontraram a morte.
A ocupação foi um cortejo de atrocidades sendo uma das mais conhecidas a violação e morte de uma criança de 14 anos e de toda a sua família directa. Todos os que partilhavam a sua casa nomeadamente os pais e um irmão.
Por isso no Irão a estratégia foi a mesma. Matar civis para causar terror.
A morte de mais de 170 crianças logo no primeiro dia desta guerra ilegal não foi um erro. Foi um acto deliberado para causar terror.
Qualquer responsável, qualquer soldado, pensara, se mataram crianças, se mataram meninas, qual será o meu destino se os enfrentar?
E claro que esta estratégia muitas vezes tem um efeito contrário.
Porque quem é vítima de um ataque assim tão vil prefere muitas vezes a morte a sorte de viver sob as ordens, sob a ocupação de gente capaz de fazer barbaridades destas.
Por isso resiste.
A terraplanagem de cidades alemãs não fez os soldados desistir de lutar.
Pelo contrario, era preciso vencer tais animais. Por isso resistiram até não terem quase soldados.
Não foi só o fanatismo instalado pelo nazismo, foi o medo de viver sob o domínio de monstros.
E isso que está a acontecer no Irão.
E e impossível que o Rangel acredite mesmo que uma gente com este curriculum não usara as armas que passam pelas Lages para continuar a matar civis no Irão.
O bêbado está a querer comer nos por tolos.
Quanto a vergonha. Há quantos anos a tenho por companheira.
Desde pelo menos aquele papel de empregado de mesa do Durao Barroso na nefasta Cimeira das Lages.
As Lages mais uma vez no centro da infâmia.
Que grande patranha e que grande sarilho em que os iranianos estão metidos.
Todos vimos o Rangel, ziguezagueando, bêbado que nem um carro, tentando “medir” sem fita métrica, uma e outra vez, a largura de uma ruela na Bélgica, alternando cornadas nos prédios à direita com marradas no lado esquerdo. Para nossa vergonha, não só por essa mas por muitas outras, isso não o impediu de chegar a ministro. E não um ministro qualquer, mas aquele que acaba por ser a nossa cara para o resto do mundo, o que agrava a vergonha. Mas sabe certamente o molusco Rangel que, se sonhar sequer em portar-se como vertebrado, em menos de um fósforo os noticiários televisivos o mostrarão em situações muito mais confrangedoras, relacionadas com a sua natureza íntima e as suas preferências “atléticas”, forçando-o a abandonar o tacho pela direita baixa e a encetar uma dolorosa e prolongada travessia do deserto, sem tachos, prebendas ou sinecuras. É certo e sabido que os Rangéis desta vida que ambicionam, com hipóteses concretas, chegar a posições de poder ou influência são cuidadosa e diligentemente monitorizados pelos donos disto tudo desde o início das suas merdosas carreiras. As suas vulnerabilidades são meticulosamente documentadas e guardadas em ficheiro, para memória futura, para lhes tirar eventuais veleidades vertebradas no futuro e os manter no caminho certo. No entanto, sendo a condição de molusco viscoso parte indissociável da natureza do senhorito Rangel, portar-se como invertebrado não só não lhe oferece a mínima dificuldade como lhe dá, por certo, orgástico prazer. As coisas serem o que serem e o lamentável homúnculo fanhoso ser assim mesmo, não haver volta a dar.